13 de Outubro – Dia mundial da Trombose

1 em 4 pessoas morre de doenças relacionadas com a Trombose

Hoje assinala-se o Dia Mundial da Trombose, e muito provavelmente eu não estaria aqui a falar sobre o assunto se não tivesse tido há 10 meses uma trombose venosa profunda que me assustou profundamente! Como este passou de um assunto completamente desconhecido para mim, para algo que hoje me diz muito pois felizmente estou cá para contar a história, penso ser de extrema importância consciencializar quem me lê que esta patologia existe, é mais frequente do que se pode imaginar e pode mesmo ser fatal.

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Imagem retirada da Internet

No meu caso a trombose foi consequência de complicações resultantes de uma crise de colite ulcerosa, uma doença crónica e auto-imune que me acompanha há 6 anos, mas como podem ler abaixo os grupos de maior risco são vários e convém estar alerta! Como o meu diagnóstico não foi feito de forma correcta na primeira ida às urgências e eu desconhecia de todo esta patologia, estive 6 dias a sofrer até lá voltar já a implorar para me cortarem a perna tal não era a dor que tinha. Depois de uns dias hospitalizada, da obrigatoriedade de diariamente tomar anticoagulantes e usar meia de compressão, estou a recuperar bem, mas mais importante, estou consciente de estar mais vulnerável a ter outro episódio idêntico, só que agora muito mais informada e preparada!

E por isso, em colaboração com o GESCAT ( grupo de estudos de cancro e trombose ) deixo aqui informação importante para que possam identificar os sintomas, caso passem por uma situação idêntica à minha, e saibam como agir a tempo de evitar algo mais grave.


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·       Uma em cada quatro mortes no mundo está relacionada a uma doença silenciosa (assintomática), com diagnóstico clínico difícil: a trombose, o que a torna a principal causa de morte cardiovascular evitável.

·       A trombose, que tem o seu dia internacional comemorado a 13 de outubro, ocorre quando um coágulo sanguíneo se forma numa artéria ou numa veia e pode causar uma trombose venosa profunda (TVP) ou uma embolia pulmonar (EP), podendo provocar a morte por um tromboembolismo venoso (TEV).

·       Em 2019 o foco do Dia Mundial de Combate à Trombose é a hospitalização, a trombose associada ao cancro e a incidência da doença nas mulheres devido à exposição a fatores de risco adicionais, como a pílula anticoncecional e a gravidez.

Celebrado anualmente a 13 de outubro, o World Thrombosis Day é um movimento global, liderado pela Sociedade Internacional de Trombose e Hemostasia (ISTH – International Society on Thrombosis and Haemostasis), que em Portugal conta com o apoio do Grupo de Estudos de Cancro e Trombose (GESCAT) para promover a consciencialização sobre a trombose, doença pouco conhecida, mas potencialmente letal, aumentando o conhecimento e compreensão sobre os riscos e a importância da sua prevenção.

Para Sérgio Barroso, médico oncologista e presidente do GESCAT o primeiro passo para a prevenção é entender como a trombose se manifesta no corpo. “A trombose consiste na formação de um coágulo de sangue (trombo), numa veia localizada profundamente que dificulta ou impede o fluxo normal de sangue. Nos casos em que o trombo é formado no interior da coxa ou da perna (também pode acontecer no braço ou noutras partes do corpo), caracteriza-se por trombose venosa profunda (TVP). O maior problema é quando o coágulo se desprende e se movimenta na corrente sanguínea, correndo-se o risco deste viajar até aos pulmões e originar a embolia pulmonar (EP). Tanto a TVP como a EP podem levar à morte por tromboembolismo venoso (TEV)”. Apesar da gravidade, a grande parte da população desconhece os problemas relacionados com esta patologia silenciosa.

Na verdade, segundo a ISTH, as ocorrências de TEV causam mais mortes por ano na Europa e nos Estados Unidos da América do que todos os casos de SIDA, cancro da mama, cancro da próstata e acidentes de viação. Com uma em cada quatro pessoas a morrer diariamente em todo o mundo, devido a uma doença relacionada com a trombose, o foco do Dia Mundial de Combate à Trombose em 2019 é a hospitalização, a trombose associada ao cancro e a incidência da doença nas mulheres devido à exposição a fatores de risco adicionais, como a pílula anticoncecional e a gravidez.

“A hospitalização constitui um fator de risco significativo para o desenvolvimento de um TEV, porque os hospitais ainda não adotaram protocolos obrigatórios para ajudar a evitar problemas trombóticos que ocorrem geralmente, após uma cirurgia, corte ou falta de movimento por muito tempo, sendo mais frequente após procedimentos cirúrgicos ortopédicos, oncológicos e ginecológicos. Até 60% dos casos de TEV ocorrem durante a hospitalização ou dentro de 90 dias, no pós-alta. Daí que um doente bem informado sobre a sua condição pode permitir maior sucesso nos tratamentos e garantir/exigir melhores cuidados durante a hospitalização. E se tiver alguma dúvida com algum dos sintomas deve procurar ajuda junto do médico assistente explica o presidente do GESCAT.

Apesar de ser um problema que geralmente afeta mais mulheres, os homens também correm o risco de sofrer uma trombose. Em números, quando é avaliada apenas a faixa entre 20 a 40 anos, a incidência de trombose é um pouco maior nas mulheres pela maior exposição a fatores de risco, como os anticoncecionais e a gravidez. E, tal como associados a grande parte das doenças, temos outros fatores de risco como, a obesidade, o tabagismo e o consumo excessivo de álcool que contribuem fortemente para aumentar os riscos de formação de um coágulo nas veias levando ao seu entupimento e impedindo que o sangue circule normalmente. A população oncológica, devido à quimioterapia, radioterapia, hospitalização e imobilidade têm um risco acrescido de desenvolver um TEV”, esclarece o médico oncologista.

SINTOMAS E PREVENÇÃO

Sendo o acesso aos cuidados de saúde fundamental, é importante que as pessoas estejam atentas à realidade desta doença e a prestar a devida atenção aos sinais do seu corpo. A TVP (trombose venosa profunda) manifesta-se habitualmente através de um dos seguintes sintomas: dor na barriga da perna (porque as veias da perna têm maior dificuldade de transportar o sangue para o coração), calor, inchaço, sensação de pele esticada e vermelhidão evidente na perna ou no braço. Já os sinais de EP (embolia pulmonar) contemplam: falta de ar inexplicável, dor no peito (especialmente quando respira profundamente), vertigens/tonturas e/ou desmaios e tosse com sangue.

Atitudes simples do dia a dia como evitar ficar muito tempo sentado sem se movimentar, manter uma alimentação equilibrada, praticar exercício físico regularmente, manter o peso, evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, principalmente se associado ao cigarro e ao uso de anticoncecionais e fazer uso de meias elásticas caso tenha algum histórico pessoal ou familiar de formação de coágulos sanguíneos.

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DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

O Presidente do GESCAT alerta que, ao identificar os principais sintomas da trombose, é necessário procurar imediatamente ajuda médica para confirmar o diagnóstico da trombose suspeita e começar rapidamente o tratamento da doença. Uma vez confirmado o diagnóstico, o tratamento da trombose venosa profunda deve começar imediatamente para impedir o crescimento do coágulo sanguíneo, impedir que o coágulo avance para outras regiões do corpo e, assim, evitar uma possível embolia pulmonar. O tratamento pode contemplar anticoagulantes para impedir que os coágulos sanguíneos se desloquem para os pulmões e meias de compressão para melhorar o edema causado pela trombose.

Mais informações em:

Tromboembolismo Venoso – Saber mais sobre o TEV

Gescat.pt

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